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06 janeiro 2020

Às vezes (ainda) tenho a mania

janeiro 06, 2020 0
Às vezes (ainda) tenho a mania





Ando a revisitar o blogue e sinto que, se não o tivesse, tinha perdido muitas fotos e também a oportunidade de saber como eu era aos 39, aos 40, 47 anos...
Esta sou eu a menos de seis meses de fazer 50- com um cinto a marcar a cintura (impensável há uns anos), maquilhada q.b. e com um sorriso sereno- é como me sinto a maioria dos dias (nem todos, nem todos!).

Vestido- Saldos Zara (este)
Cinto- Mango (já não há online, mas há em algumas loja)


05 janeiro 2020

Revisão da matéria escrita-2011

janeiro 05, 2020 0
Revisão da matéria escrita-2011
Em 2011 eu era mais loura, escrevia muito sobre a crise que Portugal atravessava, escondia o meu corpo com roupa larga e vivia a lutar contra os quilinhos a mais.  Os Homens da Luta ganharam o Festival da Canção, visitei em trabalho Almansa, Santiago de Compostela e Cracóvia  e fomos os quatro de férias uma semana para Londres, Bath e Stonehenge.
Em maio fui madrinha de casamento da minha querida afilhada Cátia e vibrei com outro casamento- o do Príncipe William com a Kate Middleton.

E agora as fotos (ui!)

Almansa 


Salamanca

Maio 2011-madrinha de casamento

Numa escola de Prosowice, Polónia

O assunto mais falado
Londres, julho de 2011

O primeiro "Às vezes tenho a mania".

03 janeiro 2020

Revisão da matéria escrita- 2010

janeiro 03, 2020 0
Revisão da matéria escrita- 2010
Em 2010 comecei a escrever no blogue após ter ganho uns sapatinhos Manolo Blanick num concurso da Meo e por ter necessidade de falar sobre os meios receios de ir fazer quarenta anos (ah!ah!ah!).
Os meus Manolo- usei-os três ou quatro vezes


Em 2010 eu tinha uma gata (que saudades da minha Bolinha) escrevia sobre o Meetic (site de encontros-ainda existe?), sobre amigos, família, vestidos, sapatinhos e inseguranças. Nessa altura não mostrava a cara dos meus filhos e as fotos eram de qualidade muito duvidosa. Nesse ano, fomos à Madeira em família, viajei até aos Países Baixos (na altura eu falava em Holanda), o blogue foi referido na revista Happy e a Rádio Comercial fez um programa inteirinho sobre o meu blogue (o programa chamava-se " O meu blog dava um programa de rádio").

Bolinha
Madeira- O Gonçalo com cabelo lisinho!
Piódão
Prendas do Dia da Mãe- olha o Nokia cor de rosa:)

Em 2010, cheguei aos quarenta, não fiz uma festa enorme, mas celebrei com família, amigos e estes foram alguns dos presentes:

A primeira foto que publiquei onde a minha cara aparecia (de óculos escuros:).
Amsterdão

E estas eram as dez coisas que em 2010 me deixavam feliz:
- Abraços apertados dos meus filhotes;
- Viagens em família;
- Conversas emocionadas com amigos;
- Dançar;
- Um dia de praia;
- Ler;
- Dormir aconchegada;
- Sentir que o meu pai tem muito orgulho em mim;
- Receber mimos da minha gata;
- Ir às compras e encontrar um vestido perfeito.

16 dezembro 2019

Filha da mãe #1

dezembro 16, 2019 1
Filha da mãe #1

A minha mãe vive desde setembro em casa da minha irmã e na minha. Uma semana em casa de cada uma, quase como se fosse uma custódia partilhada em versão sénior.
Um dias corre muito bem, outros dias fico com os nervos à flor da pele por ela ser a dona do comando, há dias em que me sabe a ouro ter a companhia dela e outros em que peço baixinho que ela se cale um bocadinho.

Para quem pergunta por que motivo ela vive connosco, eu explico- desde que o meu pai morreu ela detestava ficar sozinha na casa enorme que com ele construiu e, como felizmente eu e a minha irmã temos casas com quartos suficientes para ela viver connosco, foi algo natural que aconteceu.

Sei que para ela também não deve ser fácil...Então eu que tenho o meu feitiozinho e gosto de ter tudo arrumado à minha maneira... Se discutimos? Às vezes. Por causa das canecas que ela quer guardar mesmo se lascadas (ai filha, nunca se sabe se podemos vir a precisar), por causa das varandas onde nascem novos vasos todos os dias, porque ela amua se eu tiro do canal 1 ... Tento pôr-me muitas vezes no lugar dela, mas quero crer para mim que as relações entre mães e filhas são sempre um bocadinho mais ariscas do que com os pais...

Contudo, tem corrido melhor do que eu imaginara. Há um laço que nos une feito de amor que nos faz relativizar muita coisa e eu hoje estou mais crescida, talvez.

Tudo isso e a foto de uma jarra de flores cá de casa para vos contar apenas isto. No sábado, fui com ela apanhar bagas vermelhas para colorir as jarras. Levei uma faca e preparava-me para cortar algumas hastes quando ela, depois de me ter dito que uma tesoura era bem melhor, me impôs:
- Dá cá que eu corto. O arbusto está cheio de espinhos e tu ainda te picas.

A lição é clara. Não importa a idade que as mães ou os filhos têm, as mães (e o pais) quererão sempre proteger os seus filhos dos espinhos que a vida tem.

06 novembro 2019

E a vida corre sempre bem, Sofia?

novembro 06, 2019 2
E a vida corre sempre bem, Sofia?

Não. Tento é que as coisas más não transpareçam muito aqui para o blogue.Sou otimista por natureza e tenho a mania de acreditar que quando mais falamos em negatividade, mais parece que a atraímos.
Na verdade, a minha vida não é pintada a rosa. É uma vida parecida com a maioria dos adultos da minha idade. Uma vida dividida entre tantos papéis que tento cumprir na perfeição, mas que sei que nunca conseguirei cumprir em plenitude. Quem consegue, afinal?
O tempo a escorregar-nos dos dedos, percalços a roubarem-nos os sonhos, a vontade de partir que surge de quando em quando, o cansaço que nos quer vergar...
Mas não pensem que me deixo ir abaixo. Nada disso, tenho dado luta. Tento cuidar de mim, refugio-me nas amizades e gargalhadas, nos mimos que alguns dos meus alunos me dão e que me fazem acreditar no privilégio que é poder vê-los crescer, nos abraços dos meus filhos, no Luís que me mostra que não desiste de nós e em tantas pequenas coisas...
Se resulta? Sempre, sempre, também não. Não há receitas infalíveis. Mas ajuda.

28 outubro 2019

A festa do Sagrado, os cinquenta e uma miúda a crescer

outubro 28, 2019 0
A festa do Sagrado, os cinquenta e uma miúda a crescer

Na sexta-feira, fui à reunião de todos os que nasceram em 1970 em Maceira- manda a tradição que quem faz cinquenta anos organizará as festas do Sagrado Coração de Jesus na freguesia onde moro.
Já não era a primeira reunião, mas foi a primeira em que tive disponibilidade para estar presente.
Sentei-me e observei. Caras conhecidas, outras que não sabia terem a minha idade, pessoas que andaram comigo na primária e na catequese, pais de antigos alunos, alguns amigos. Custou-me um bocadinho reconhecer-me, mas sei que mesmo me esquecendo muitas vezes, eu sou igual a eles nas rugas, nos cabelos brancos, no cansaço que espreita quando o dia já foi longo (julgamos que parecemos sempre mais novos do que somos realmente, não é?).
Foram três horas de reunião em que se discutiram cores, símbolos, bandas musicais, eventos e tanto trabalho que nos espera. Eu falei pouco e, talvez porque as pessoas estivessem à espera que eu fosse mais interventiva, houve até quem pedisse um colchão para eu dormir- se eu estava tão calada, só poderia estar cheia de sono.

Não era sono. Estive mais silenciosa porque reconheço que há quem perceba do assunto muito mais do que eu. Estive calada, porque queria ouvir. Estive calada porque os últimos anos me fizeram crescer de uma maneira que me faz não estar sempre tão preocupada em fazer, em querer ajudar, em querer resolver tudo...
Estou mais  tranquila, penso mais antes de falar, tenho menos vontade de fazer festa, mas  sei melhor o caminho que quero seguir (mesmo sabendo que amanhã pode ser outro).

Serão os cinquenta? Não sei, mas enxergo agora que sou mais feliz hoje do que quando gargalhava mais alto, do que quando me empenhava para divertir todos os que estivessem à minha volta. Talvez, quando o fizesse, fosse por não gostar tanto de mim como gosto agora. 

07 outubro 2019

O nosso corpo de cor e salteado...

outubro 07, 2019 1
O nosso corpo de cor e salteado...

Tenho conversado com amigas próximas sobre esta coisa de estarmos sempre a ver defeitos em nós próprias. Cansamo-nos a apontar gordurinhas que sobram, manchas, pelos...A maioria de nós sabe o  corpo de cor e salteado quando é necessário apontar imperfeições!  
Ora bem, se há algo que a vida me trouxe foi, de alguma forma, uma aceitação da mulher que sou no que diz respeito a questões físicas. Não quer isso dizer que tenha desistido de mim, pelo contrário. Gosto de cuidar do meu corpo, da minha pele hidratada e perfumada, de me alimentar saudavelmente (com alguns deslizes como convém), mas sei que o passar do tempo deixou marcas, que a minha barriguinha nunca vai ser lisa, que o meu cabelo nunca será como o dos anúncios a champô e...surpresa-  não faz mal! 

Já escrevi muito sobre isto da aceitação, mas voltei hoje  ao tema porque vi esta  foto que o Miguel me tirou na sexta-feira e não senti vontade de mudar nada. Pensarão, talvez, que é imodéstia e atrevimento, mas não. 

O que sinto hoje, aos quarenta e nove anos, é uma serenidade que me faz assumir tal como sou e, se hoje escrevo sobre isso, é porque durante muitos anos fui a minha melhor crítica e  quero aqui afirmar que, sinceramente, tal não me valeu de nada porque os anos que passei a apontar-me defeitos só me fizeram sentir insegura e triste. 

Acho que o clique aconteceu mesmo quando perdi a minha amiga Ana, uma mulher fantástica, na altura com quarenta anos, que partiu tragicamente (escrevi sobre ela aqui). A partir daí, foi mais fácil não me desaprovar (punir?) por algo que não faz sentido. Ao invés disso, sei agora o meu corpo de cor, mas procuro agradecer.
A Ana partiu jovem. Eu, se tiver sorte, quero é viver até ficar (im)perfeitamente cheia de  rugas perfeitas e cabelos brancos. 




23 setembro 2019

O nosso tempo

setembro 23, 2019 3
O nosso tempo


Quando ouço alguém mais velho do que eu afirmar “no meu tempo é que era!”, percorre-me sempre um arrepio. Normalmente, sorrio e não entro em discussões. Já sei que me vão dizer que “no meu tempo é que era” porque se sabia todo os rios e os afluentes, se cantava de cor e salteado as estações e apeadeiros e a tabuada estava na ponta da língua.   Se eu respondesse teria de dizer que aos nossos alunos, atualmente, é exigido tanto saber que lhes falta tempo para subir às árvores, para se aborrecerem por não tem nada para fazer, para rasgarem as calças nos joelhos ou para irem até à cozinha e rasparem com o dedo o que sobrou de um bolo.
Atualmente, desde o primeiro dia que atravessam os portões da escola, às nossas crianças e jovens é exigido muito- programas extensos, conteúdos muito exigentes, provas de aferição que começam aos sete anos (e que por mais que lhes digam que não contam, lhes põem o coração aos pulos), testes a tantas disciplinas, o querer tirar boa nota no teste para não desiludir o pai ou o professor, a pressão dos exames…
Viver em escola hoje é difícil tanto para alunos como para os profissionais de educação. O tempo que é sempre pouco para programas curriculares exigentes, a voracidade que atropela, os paradoxos, as tecnologias sempre novas, crianças a precisarem de mimo e limites, os trabalhos de casa que são tantos, o professor  e o assistente operacional que nem sempre são  respeitados como deveriam. Por isto e por tanto, não gosto de ouvir “no meu tempo é que era”.  A escola de hoje é tudo menos fácil, há um  caminho que se percorre que nem sempre  se sabe ser o (mais) correto, mudanças de rumo que receamos, e há, repito-me, a falta desse bem precioso que é o tempo.  E contudo, eu tenho poucas dúvidas- na maioria das nossas escolas, o trabalho em prol dos alunos é sempre o que mais importa, independentemente do tempo que se esteja a viver.