.

26 fevereiro 2020

Salzburgo e Hallstatt- dicas de viagem

fevereiro 26, 2020 0
Salzburgo e Hallstatt- dicas de viagem


Decoração de Páscoa



Varanda do Hotel onde ficámos-Hotel Gasthof Mostwastl












Visitámos Salzburgo e Hallstatt em dois dias- foi o possível. Fomos só os dois, porque o Miguel estava  em Visita de Estudo aos Açores e o Gonçalo tinha outros planos.

De carro, saímos de Bratislava em direção a Salzburgo e demorámos cerca de três horas e meia. Salzburgo é uma cidade bonita, com ruas cheias de lojas (prestar atenção às placas das lojas-até a Zara e a MacDonalds têm placas personalizadas em metal para não destoar), túneis para percorrer, praças, cafés e um castelo a dominar a cidade.  É uma cidade bonita, mas como depois fomos para Hallstatt, a minha mente enche-se de imagens da aldeia rodeada por um lago e montanhas que foi declarada em 1997 Património da Humanidade pela Unesco.
Dormimos num hotel à saída de Salzburgo, bem tradicional, perto das montanhas e com os empregados vestidos com os fatos típicos- a localização era boa, mas os quartos eram antigos e o pequeno-almoço não me encheu as medidas. Contudo, a falta de ovos mexidos (o que eu gosto de ovos mexidos!) não me chateou pois mal saímos em direção a Hallstatt fiquei maravilhada.
São cerca de setenta quilómetros por uma estrada lindíssima, e com a neve e o rio a correr ao nosso lado, a paisagem era cinematográfica e foi num filme que me senti.

Chegámos a Hallstatt cedo, estacionámos num dos parques (chegámos cedo e foi muito fácil estacionar- pagámos cerca de 9 euros por cinco horas). De seguida subimos de ascensor e ainda pensámos visitar as Minas de Sal, mas optámos por deixar para um dia quando voltarmos com os miúdos- queremos um pretexto para voltar no verão!

A vista é magnífica e tanto eu como o Luís ficámos algum tempo boquiabertos sem dizer palavra (custa 18 euros por pessoa a subida e descida, mas vale a pena). Ainda estivemos bastante tempo a cerca de um quilómetro de altitude e descemos. A aldeia não desilude- as ruas, as praças, a igreja...tudo é mágico e não foi por acaso que o filme Música no Coração foi filmado por aqui e que dizem que os criadores de Frozen se inspiraram nesta aldeia (tem realmente semelhanças).

Almoçamos um cachorro ao pé do lago e bebemos café num dos bares pequeninos da aldeia (os preços são mais simpáticos do que em Viena e Salzburgo), a aldeia tinha turistas, mas não muitos e, apesar de por todo o lado estarem avisos para termos cuidado com os carteiristas, regressámos a casa com tudo, menos as luvas que esqueci numa casa de banho!

Sou muito de visitar cidades, mas Halsstatt foi dos lugares onde mais me senti esmagada com a grandiosidade da Natureza ( só tinha sentido algo parecido em Angola).

Hallstatt é um dos lugares que queremos mostrar aos nossos filhos e, se tudo correr bem, 
voltaremos no verão!







03 fevereiro 2020

Os meus amores crescidos

fevereiro 03, 2020 2
Os meus amores crescidos


Durante muito tempo publiquei aqui no blogue posts sobre o Gonçalo e o Miguel. No outro dia, perguntaram-me sobre eles, porque eu já pouco escrevia sobre os meus filhos.

O motivo: eles estão crescidos e não gostam que eu escreva sobre eles. E fotos só com a devida autorização (como esta).

E, contudo, há tão pouca coisa escrita em blogues sobre esta fase de mãe em que me encontro. É que as preocupações mantêm-se, mesmo sendo outras (se eu vos contasse quantas horas durmo nos dias em que eles saem à noite). Ou é porque começaram a conduzir, ou porque vão com amigos que têm carta há pouco tempo, ou porque ouvimos falar de assaltos, ou porque o álcool vai estar disponível, ou porque... Então eu, com a minha imaginação prodigiosa, capaz de fazer filmes em menos de dez segundos!

Mas, devo dizer, também, que há mudanças boas- poder sair e deixá-los em casa sem estar a ter de arranjar alguém para tomar conta deles, quando o Luís está cá termos muito mais tempo um para o outro, eu viajar mais facilmente...  E depois, eles partilham as tarefas de casa comigo e  tenho mais tempo para mim, as conversas que se têm, o vê-los crescer e participar das suas conquistas, sentir que eles tomam um bocadinho conta de mim- acho que tem a ver também com o facto do Luís estar fora, mas comovo-me muitas vezes com as perguntas que querem saber se estou bem, se preciso de ajuda e com o estarem sempre a dizer para eu sair com as minhas amigas, ir ao teatro, fazer coisas.

Claro que por vezes (muitas vezes?) tenho saudades de quando eles eram mais pequeninos, dos programas que fazíamos, dos abraços apertados, do cheirinho deles de bebé, mas também é maravilhoso poder ir almoçar com eles e discutir o que se passa no mundo, ver um filme nomeado para os Oscars e falar sobre ele, aprender sobre Eminem e sobre youtubers.

Resumindo em poucas linhas as tantas palavras que escrevi- os meus amores  cresceram, o amor não diminuiu nem um bocadinho e, maravilha das maravilhas, aumentou o tempo que tenho para mim (e surspresa: não me sinto nem um bocadinho culpada por isso!).

06 janeiro 2020

Às vezes (ainda) tenho a mania

janeiro 06, 2020 1
Às vezes (ainda) tenho a mania





Ando a revisitar o blogue e sinto que, se não o tivesse, tinha perdido muitas fotos e também a oportunidade de saber como eu era aos 39, aos 40, 47 anos...
Esta sou eu a menos de seis meses de fazer 50- com um cinto a marcar a cintura (impensável há uns anos), maquilhada q.b. e com um sorriso sereno- é como me sinto a maioria dos dias (nem todos, nem todos!).

Vestido- Saldos Zara (este)
Cinto- Mango (já não há online, mas há em algumas loja)


05 janeiro 2020

Revisão da matéria escrita-2011

janeiro 05, 2020 1
Revisão da matéria escrita-2011
Em 2011 eu era mais loura, escrevia muito sobre a crise que Portugal atravessava, escondia o meu corpo com roupa larga e vivia a lutar contra os quilinhos a mais.  Os Homens da Luta ganharam o Festival da Canção, visitei em trabalho Almansa, Santiago de Compostela e Cracóvia  e fomos os quatro de férias uma semana para Londres, Bath e Stonehenge.
Em maio fui madrinha de casamento da minha querida afilhada Cátia e vibrei com outro casamento- o do Príncipe William com a Kate Middleton.

E agora as fotos (ui!)

Almansa 


Salamanca

Maio 2011-madrinha de casamento

Numa escola de Prosowice, Polónia

O assunto mais falado
Londres, julho de 2011

O primeiro "Às vezes tenho a mania".

03 janeiro 2020

Revisão da matéria escrita- 2010

janeiro 03, 2020 0
Revisão da matéria escrita- 2010
Em 2010 comecei a escrever no blogue após ter ganho uns sapatinhos Manolo Blanick num concurso da Meo e por ter necessidade de falar sobre os meios receios de ir fazer quarenta anos (ah!ah!ah!).
Os meus Manolo- usei-os três ou quatro vezes


Em 2010 eu tinha uma gata (que saudades da minha Bolinha) escrevia sobre o Meetic (site de encontros-ainda existe?), sobre amigos, família, vestidos, sapatinhos e inseguranças. Nessa altura não mostrava a cara dos meus filhos e as fotos eram de qualidade muito duvidosa. Nesse ano, fomos à Madeira em família, viajei até aos Países Baixos (na altura eu falava em Holanda), o blogue foi referido na revista Happy e a Rádio Comercial fez um programa inteirinho sobre o meu blogue (o programa chamava-se " O meu blog dava um programa de rádio").

Bolinha
Madeira- O Gonçalo com cabelo lisinho!
Piódão
Prendas do Dia da Mãe- olha o Nokia cor de rosa:)

Em 2010, cheguei aos quarenta, não fiz uma festa enorme, mas celebrei com família, amigos e estes foram alguns dos presentes:

A primeira foto que publiquei onde a minha cara aparecia (de óculos escuros:).
Amsterdão

E estas eram as dez coisas que em 2010 me deixavam feliz:
- Abraços apertados dos meus filhotes;
- Viagens em família;
- Conversas emocionadas com amigos;
- Dançar;
- Um dia de praia;
- Ler;
- Dormir aconchegada;
- Sentir que o meu pai tem muito orgulho em mim;
- Receber mimos da minha gata;
- Ir às compras e encontrar um vestido perfeito.

16 dezembro 2019

Filha da mãe #1

dezembro 16, 2019 1
Filha da mãe #1

A minha mãe vive desde setembro em casa da minha irmã e na minha. Uma semana em casa de cada uma, quase como se fosse uma custódia partilhada em versão sénior.
Um dias corre muito bem, outros dias fico com os nervos à flor da pele por ela ser a dona do comando, há dias em que me sabe a ouro ter a companhia dela e outros em que peço baixinho que ela se cale um bocadinho.

Para quem pergunta por que motivo ela vive connosco, eu explico- desde que o meu pai morreu ela detestava ficar sozinha na casa enorme que com ele construiu e, como felizmente eu e a minha irmã temos casas com quartos suficientes para ela viver connosco, foi algo natural que aconteceu.

Sei que para ela também não deve ser fácil...Então eu que tenho o meu feitiozinho e gosto de ter tudo arrumado à minha maneira... Se discutimos? Às vezes. Por causa das canecas que ela quer guardar mesmo se lascadas (ai filha, nunca se sabe se podemos vir a precisar), por causa das varandas onde nascem novos vasos todos os dias, porque ela amua se eu tiro do canal 1 ... Tento pôr-me muitas vezes no lugar dela, mas quero crer para mim que as relações entre mães e filhas são sempre um bocadinho mais ariscas do que com os pais...

Contudo, tem corrido melhor do que eu imaginara. Há um laço que nos une feito de amor que nos faz relativizar muita coisa e eu hoje estou mais crescida, talvez.

Tudo isso e a foto de uma jarra de flores cá de casa para vos contar apenas isto. No sábado, fui com ela apanhar bagas vermelhas para colorir as jarras. Levei uma faca e preparava-me para cortar algumas hastes quando ela, depois de me ter dito que uma tesoura era bem melhor, me impôs:
- Dá cá que eu corto. O arbusto está cheio de espinhos e tu ainda te picas.

A lição é clara. Não importa a idade que as mães ou os filhos têm, as mães (e o pais) quererão sempre proteger os seus filhos dos espinhos que a vida tem.

06 novembro 2019

E a vida corre sempre bem, Sofia?

novembro 06, 2019 2
E a vida corre sempre bem, Sofia?

Não. Tento é que as coisas más não transpareçam muito aqui para o blogue.Sou otimista por natureza e tenho a mania de acreditar que quando mais falamos em negatividade, mais parece que a atraímos.
Na verdade, a minha vida não é pintada a rosa. É uma vida parecida com a maioria dos adultos da minha idade. Uma vida dividida entre tantos papéis que tento cumprir na perfeição, mas que sei que nunca conseguirei cumprir em plenitude. Quem consegue, afinal?
O tempo a escorregar-nos dos dedos, percalços a roubarem-nos os sonhos, a vontade de partir que surge de quando em quando, o cansaço que nos quer vergar...
Mas não pensem que me deixo ir abaixo. Nada disso, tenho dado luta. Tento cuidar de mim, refugio-me nas amizades e gargalhadas, nos mimos que alguns dos meus alunos me dão e que me fazem acreditar no privilégio que é poder vê-los crescer, nos abraços dos meus filhos, no Luís que me mostra que não desiste de nós e em tantas pequenas coisas...
Se resulta? Sempre, sempre, também não. Não há receitas infalíveis. Mas ajuda.

28 outubro 2019

A festa do Sagrado, os cinquenta e uma miúda a crescer

outubro 28, 2019 0
A festa do Sagrado, os cinquenta e uma miúda a crescer

Na sexta-feira, fui à reunião de todos os que nasceram em 1970 em Maceira- manda a tradição que quem faz cinquenta anos organizará as festas do Sagrado Coração de Jesus na freguesia onde moro.
Já não era a primeira reunião, mas foi a primeira em que tive disponibilidade para estar presente.
Sentei-me e observei. Caras conhecidas, outras que não sabia terem a minha idade, pessoas que andaram comigo na primária e na catequese, pais de antigos alunos, alguns amigos. Custou-me um bocadinho reconhecer-me, mas sei que mesmo me esquecendo muitas vezes, eu sou igual a eles nas rugas, nos cabelos brancos, no cansaço que espreita quando o dia já foi longo (julgamos que parecemos sempre mais novos do que somos realmente, não é?).
Foram três horas de reunião em que se discutiram cores, símbolos, bandas musicais, eventos e tanto trabalho que nos espera. Eu falei pouco e, talvez porque as pessoas estivessem à espera que eu fosse mais interventiva, houve até quem pedisse um colchão para eu dormir- se eu estava tão calada, só poderia estar cheia de sono.

Não era sono. Estive mais silenciosa porque reconheço que há quem perceba do assunto muito mais do que eu. Estive calada, porque queria ouvir. Estive calada porque os últimos anos me fizeram crescer de uma maneira que me faz não estar sempre tão preocupada em fazer, em querer ajudar, em querer resolver tudo...
Estou mais  tranquila, penso mais antes de falar, tenho menos vontade de fazer festa, mas  sei melhor o caminho que quero seguir (mesmo sabendo que amanhã pode ser outro).

Serão os cinquenta? Não sei, mas enxergo agora que sou mais feliz hoje do que quando gargalhava mais alto, do que quando me empenhava para divertir todos os que estivessem à minha volta. Talvez, quando o fizesse, fosse por não gostar tanto de mim como gosto agora.