gira aos quarenta

16 julho 2018

Uma família com esperança- o que me prende a Portugal?

julho 16, 2018 0
Uma família com esperança- o que me prende a Portugal?



"Boa tarde, Sofia. Sou a Margarida e já sigo o seu blog há muito tempo. Estou neste momento a ver a minha vida a mudar porque o meu marido está a pensar em ir trabalhar para fora do país. Gostaria de saber, se não se importar, quais foram os motivos porque não foi viver para fora de Portugal com o seu marido. Que razões a prenderam cá?..."

Há duas semanas recebi, por mensagem, esta pergunta da Margarida. Nem de propósito, numa altura em que o Luís se preparava para uma nova etapa noutro país. Tentarei responder...


Ainda antes do Luís ter ido para Angola em 2013 ele teve um convite para ir para Moçambique e, na altura com os filhos mais novos, chegámos a pensar em ir os quatro. 


Decidimos não ir e quando o Luís foi para Angola ponderámos de novo se íamos os quatro. O Luís foi sozinho e, mais tarde, fomos ter com ele e passámos, por duas vezes, um mês em Angola.
Em Angola, o Luís morava a cerca de trinta quilómetros do Sumbe (Kwanza Sul, entre Luanda e Benguela) e era a distância que nós estávamos de um sítio onde comprar água, pão, leite. O Gonçalo estava no 8º ano e o Miguel no 1º ciclo e depois de pensarmos muito, decidimos que eu e miúdos ficaríamos em Portugal. O principal motivo foi a educação dos miúdos (Luanda e as escolas portuguesas ficavam a quatro horas de caminho e eram muito caras). Também pesou o facto de eu ser efetiva numa escola a quatro quilómetros de casa e de não querer colocar o meu lugar em risco.




Foram três anos difíceis, mas em que nunca notámos que os nossos laços estavam mais frágeis. O Miguel, na altura mais pequenino, chorou muitas vezes com saudades do pai, o Gonçalo teve de crescer mais rapidamente e eu senti-me muitas vezes só ( a altura mais difícil foi quando o meu pai morreu e o Luís não pode vir). Para o Luís foi um grande enriquecimento pessoal e profissional, mas sei que foi muito duro.Decidimos que seria apenas por três anos (a duração de um visto de trabalho) e assim foi. 
O Luís voltou a Portugal em 2016 e em abril de 2017 surgiu a oportunidade de ir para Widness (a cidade onde me imaginei a morar, entre Manchester e Liverpool). Contudo, como o projeto estava a acabar, em Setembro ele foi para New Ross (Irlanda) e agora para Bratislava (a empresa tem sido a mesma, mas tem projetos em vários locais do mundo).


Para responder à pergunta da Margarida, as razões que me prenderam cá foram essencialmente relacionadas com a educação do Gonçalo e do Miguel. Se eles fossem mais novos e estivessem numa idade em que eu não sentisse que poderia influenciar negativamente o percurso escolar deles, talvez eu acompanhasse o Luís.

Em setembro o Gonçalo vai para a Universidade e o Miguel para o 9ºano e neste momento não equaciono juntar-me ao Luís no estrangeiro, porque sinto que eles precisam de uma rede para prosseguir em paz os estudos e o facto do Luís estar sempre a mudar de local também não nos dá segurança. Se é a decisão certa, nunca terei certezas. Para já, parece ser, mas nos últimos anos a vida tem sido tão imprevisível que não sei. O que posso dizer é que sinto que continuamos a ser uma verdadeira família e que ajuda o facto do Luís estar agora na Europa e vir a casa com mais regularidade. Ajuda também eu ser boa a pesquisar bons preços nos bilhetes de avião e de, sempre que posso, agarrar nos miúdos e ir visitar o Luís. Contudo, quando sentir que não prejudico o percurso dos miúdos, não ponho de parte a ideia de um dia me juntar ao Luís.

Para já, acabei de comprar  bilhetes para Bratislava!



11 julho 2018

À descoberta da cintura perdida

julho 11, 2018 1
À descoberta da cintura perdida

Quem me conhece sabe que tento fazer as melhores escolhas ao nível da alimentação (fruta, muitos legumes, poucos hidratos, muita água). Com o tempo foi-se tornando mais prazer do que sacrifício e acreditem quando digo que  se tiver de escolher entre um prato cheio de legumes com peixe grelhado e um com bife e batatas fritas, opto pelo primeiro sem hesitar...porque realmente me sabe melhor.

Este caminho tem anos. Contudo, por mais peso que perdesse, tive sempre umas gordurinhas na barriga e uma cintura pouco definida. Sabia que o caminho não passava só por perder peso, porque eu queria perder gorduras apenas localizada (a cara, o rabo e o peito poderiam ficar como estão).

O  que fiz eu, então?
Decidi durante três meses não comprar roupa, evitar gastos supérfluos e canalizar esse dinheiro para algo que me ajudasse a ter um corpo que me fizesse sentir melhor. A opção que tomei foi fazer acupunctura para perder a gordura localizada- umas agulhinhas mais compridas do que o normal na região certa e depois uma técnica- eletrolipólise - que potencia os efeitos devido à estimulação feita através de corrente de baixa frequência (pequenos choques elétricos). No final de cada sessão fiz pressoterapia para ajudar na eliminação das moléculas de gordura que foram “quebradas”.

Fiz seis sessões, perdi cerca de três quilos, mas o mais importante é que perdi centímetros onde os queria perder e ganhei cintura (algo que já não me lembrava de ter). Se os resultados se conseguem se comermos tudo o que nos apetece sem quaisquer restrições? Não. Existe um plano, mas que passa mais por ser um plano de alimentação saudável do que um plano difícil de cumprir. Fiz, por vezes, alguns desvios (mas não muitos) e penso que se a perda de peso não foi mais acentuada foi porque normalmente também não faço grandes asneiras.
Se valeu a pena? Muito. Corpo mais definido, vestidinhos a assentarem melhor, autoestima mais elevada.
Agora...o mais difícil: manter!


Nota: para quem é da minha zona e quiser experimentar, fiz os tratamentos com o especialista em Acupunctura e Medicina Chinesa, Sérgio Alves, no Centro Médico Flor do Liz (Maceira).

10 julho 2018

Não tens vontade de tirar a etiqueta? Troca!

julho 10, 2018 2
Não tens vontade de tirar a etiqueta? Troca!

Já aprendi a lição- se compro uma peça de roupa e esta fica no armário sem que eu lhe tire a etiqueta durante uma semana é sinal de que não gosto assim tanto dela.
Aconteceu com esta blusa da Lanidor- gostava do tecido, do corte e até do padrão. Problema? Eu tenho dificuldades em usar peças com padrões. Bolinhas, risquinhas e alguns padrões mais orientais gosto de me ver. Agora cores e padrões mais fortes não consigo. E eu gostava de arriscar, mas não dá.

Por vezes tento fugir da minha zona de conforto (como fiz com a blusa da Lanidor), mas com receio de que a peça e roupa fique no meu armário a encher (e também porque é crime desperdiçar dinheiro) quando vejo que não gosto assim tanto, troco ou devolvo. 

Desta vez troquei por uma peça diferente do que tenho no meu armário, mas tendo quase a certeza de que a vou usar bastante este verão. Gosto da cor, do tecido e não tem padrões fortes a atormentarem-me. Complicadinha, eu!



Vestido camiseiro Lanidor- aqui

08 julho 2018

Sabiam que na minha aldeia se faz uma Festa aos Burros?

julho 08, 2018 3
Sabiam que na minha aldeia se faz uma Festa aos Burros?
Na minha aldeia faz-se uma Festa aos Burros, tradição que começou há cerca de setenta anos. Já não se fazia desde 2015, mas este ano alguns corajosos da aldeia (onde não me incluo) resolveram retomar a tradição e organizar de novo a festa.
 A minha família (que tem alcunha de Capela) resolveu participar neste desfile onde o Burro é a personagem central e envolvemos os mais novos na preparação do nosso carro alegórico.
As fotos estão misturadas para dificultar a tarefa, mas conseguem descobrir algumas caras conhecidas? 

O nosso burro- O Batista.
































05 julho 2018

A minha vida como quero que ela seja

julho 05, 2018 1
A minha vida como quero que ela seja

O título costuma ser a minha vida como ela é, mas alterei-o porque a história que aqui conto hoje está gravada em mim e tudo farei para não a esquecer.

A história passou-se na minha escola. Num dia de outubro deste ano letivo, lembro-me de estar na sala de professores a conversar com uma colega de nome Inês que chegara há poucos dias...Eu não me lembro bem do que estava a dizer, talvez eu me estivesse a queixar das condições de alguma sala de aulas, da casa de banho que é tão pequenina... Não sei o que eu dizia, mas não esqueço o que ouvi.

A Inês, professora novinha de olhos bonitos, olhou-me e disse que se sentia muito feliz por estar na escola, que se sentira grata mal entrara em setembro pelo portão e ouviu o canto dos passarinhos (a minha escola não é de cidade e tem bastantes zonas ajardinadas). Acrescentou também que não se importava nada de continuar a trabalhar ali por muitos anos. 

Sei que não respondi e que no dia seguinte, mal entrei de manhã na escola, procurei ouvir o canto dos pássaros. E ouvi-o. Ouvi-o pela primeira vez em  vinte anos! 

Ontem contei esta história em público e hoje conto-a aqui. Uma história simples e tão cheia. Uma história que quero  e que vou tatuar na minha pele.

Novidades para breve...


02 julho 2018

Vamos às compras?

julho 02, 2018 1
Vamos às compras?

Na sexta-feira fui ao Leiria Shopping com um vale de 50 euros que me tinham oferecido. Impulsiva como sou, entrei na Zara e selecionei logo vestidos e blusinhas para experimentar. Contudo, no provador, comecei a olhar para as peças e vi que eram peças demasiado tendência e que eu iria usar uma vez ou duas. Também eram peças demasiado informais e o que eu mais necessito é de roupa para ir trabalhar. Saí da Zara de mãos vazias, concentrada no que ando a tentar fazer: comprar menos, de melhor qualidade e pensar bem quantas vezes ( em que situações) vou usar o que compro.

Passei pela Lanidor que estava com 10 % adicional. Escolhi  uma blusa clássica, mas com um padrão diferente do que tenho no meu armário,  que estava com um bom desconto (era de 69.90 euros e ficou a 34.50 euros) e que é da categoria Black Label (feita em Portugal). Para completar os 50 euros a que tinha direito escolhi o  sérum para o cabelo  da linha CHI  (loja RR Center) .

Estamos em época de saldos e às vezes apetece comprar só por causa do desconto e porque a peça até é gira e tal... Eu já não vou nessa (ou tento vá). O meu armário não é grande e nele, como na vida, quero selecionar bem o que lá entra!

28 junho 2018

Consultadoria de moda gratuita...vá, marque, arrisque...

junho 28, 2018 0
Consultadoria de moda gratuita...vá, marque, arrisque...

Desde que comecei o blogue tive a oportunidade de estar duas vezes com duas consultoras de moda e das duas vezes aprendi bastante- quais as peças que me favoreciam, como comprar melhor e o que não usar mesmo. Continuei até aos dias de hoje a usar as dicas que me deram. 
Foi o blogue que me proporcionou esses contactos, mas todas nós podemos ter acesso a estas consultadorias, de forma gratuita, na maioria dos centros comerciais.
Contudo, a percepção que eu tenho é que a maioria das mulheres não marca com estes fashion advisers (repito- é gratuito) porque tem uma espécie de vergonha ou pensa que não vai aprender nada. O que eu aconselho: vão, marquem, ouçam. Seguir depois os conselhos  que vos darão dependerá de vocês, mas quanto a mim é sempre bom ouvir opiniões de quem sabe do assunto.

Este fim de semana,  quem mora na zona de Leiria, pode marcar a vossa  consulta gratuita, presencialmente ou através do número 912800363, com um dos fashion advisors que entre 29 de junho e 1 de julho vão estar presentes no Leiria Shopping. Sem medos, sem vergonhas, porque vão ter um casamento, um batizado, ou simplesmente porque vos apetece. Não importa a idade, o que medimos ou pesamos, o saldo que temos na nossa conta bancária... Vão, miúdas!

Para saberem mais é só clicar aqui.

*Post escrito em parceria com Leiria Shopping

27 junho 2018

Boas novas!

junho 27, 2018 2
Boas novas!
Tenho andado atarefada entre correção de provas e grelhas, entre servir imperiais, filhós e café d'avó (sou voluntária da Academia Cultural e Social de Maceira que presta apoio a idosos e tivemos uma baraquinha na Festa da Vila), a festejar o aniversário de uma amiga muito querida,  a namorar um bocadinho com o Luís que esteve comigo no fim de semana, a cantar a quatro vozes o Hino Nacional (eu sou apenas uma voz, claro),  a apoiar o Gonçalo que fez exame de Matemática (não sei a quem é que o miúdo sai, mas correu-lhe muito bem) e a tentar manter o foco na minha alimentação (quando ando mais cansada faço mais asneiras)...

Não reclamo desta vida cheia. Como poderia?

E, para acrescentar alegrias à minha vida, acabei de saber que já sou tia-avó! Fui tia aos 15 anos e sou tia-avó aos 48. Conseguem imaginar a minha felicidade? 

Estas são as mãozinhas da Maria Flor... Se este blogue for invadido pela cor rosa já sabem de quem é a culpa!