André- uma homenagem à vida - .

29 dezembro 2018

André- uma homenagem à vida


Voltei aqui ao blogue,a este meu espaço moribundo, no dia em que o André partiu, para vos falar de Vida

O André são vinte e cinco anos de valores, de entrega, de um querer ir sempre mais além, de sair de Viseu para Lisboa em busca do sonho, de abrir horizontes na Holanda, de sorrisos, de amizades verdadeiras, de Amor. Um caminho que aparentemente parece agora ter sido bruscamente interrompido, mas "na verdade, acredito que existe uma rua que lhe pertence, uma rua iluminada onde se vende algodão doce" e ele continua a fazer experiências num laboratório e a continuar a sussurrar à Cristina, sua mãe, que a ama.


Esquecia-me eu que a  maioria de vocês não conhece a Cristina, o Carlos, o tio Júlio e a tia Cândida, mas eu digo-vos que são a mãe, o pai, o avô e a avó do André e são algumas das pessoas que mais o amam e a quem amanhã, quando os abraçar, não terei muitas palavras para lhes dizer porque sei que a  "dor ficará sempre para um dos poucos estados para o qual nem sequer existem palavras. Acredito que se pode mitigar, tornar o horror suportável. O apaziguamento depois da morte de um filho só pode ser conquistado quando a dor se torna outra vez viva, uma celebração da vida e, dessa maneira, uma celebração da memória viva de quem partiu".

Mas, contudo, sei que por entres lágrimas  doridas eles vão seguir o exemplo de perseverança e de força do André. Às costas e no coração, transportarão uma mochila de memórias e de amor, acreditando sempre que "há pessoas que depois da morte se tornam mais vivas do que antes. Gente que passa a existir em nós, a morar dentro dos nossos quartos interiores onde a sua presença se mistura connosco".

O André vive.

Nota:As palavras em itálico são do escritor Luís Osório (aqui).

Sem comentários:

Enviar um comentário