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20 agosto 2018

A lição das estátuas de Bratislava

agosto 20, 2018 0
A lição das estátuas de Bratislava

São uma imagem de marca de Bratislava e, segundo li, têm a função de dar mais vida e alegria  à cidade depois do seu cinzento período comunista.

Por vezes (tantas vezes) a vida não tem a cor que desejaríamos que tivesse. E cabe-nos então a nós arranjar as nossas estátuas para lhe dar mais alegria. 

Se não dá para jantar fora tantas vezes como queríamos, fazemos piqueniques no parque; 

Se não é possível ir viajar para fora do país, visitamos uma cidade no nosso país com olhos de turista;

Se o orçamento não chega para comprar livros, requisitamo-los na Biblioteca da cidade ou compramos em segunda mão (eu faço-o);

Se não podemos ter roupa nova como queremos apostamos num batom colorido;

Se não dá para fazermos tratamentos de beleza, tomamos um banho prolongado e fazemos uma máscara de hidratação (custam pouco mais de um euro no supermercado);

Se há alguém que nos faz mal, tornamo-la numa estátua e deixamo-la esquecida para sempre.









15 agosto 2018

Às vezes tenho a mania #47

agosto 15, 2018 1
Às vezes tenho a mania #47
Sei que não é o vestido que melhor me fica, mas é um dos que mais tenho usado nas férias. Gosto do tecido com um toque de linho e do facto de ser muito leve. Nas férias dou descanso à maquilhagem, abuso do creme hidrantante e do protetor solar e opto quase sempre por algo confortável  (estou fã das Superega ).

Por outro lado, se há algo que não me imagino a fazer é estar de férias e vestir a primeira  t-shirt da prateleira e calções- eu não sou assim. Talvez até fosse bom eu desligar um bocadinho, mas não consigo sair à rua sem me sentir (minimamente) bonita e desde sempre me lembro de ter esta atenção. Poderá ser palermice, mas eu duvido que mude- eu sou assim.

Gosto de tornar os meus looks simples, mas não simplificados.




Vestido- Lanidor (aqui)

14 agosto 2018

Quando a estrangeira sou eu-parte II

agosto 14, 2018 0
Quando a estrangeira sou eu-parte II

Para percebermos um país é preciso conhecer a sua história. Não (me) basta dizer que os eslovacos são reservados e frios, é necessário assumir as nossas diferenças, perceber e aceitar (ou pelo menos tentar aceitar). Aposto que eles também estranham o facto de falarmos e rirmos tão alto, de parecer que estamos sempre em festa, de sorrirmos demasiado para quem não conhecemos...

Na terceira semana por cá o que tenho notado é que a geração mais jovem é mais recetiva a quem vem de fora. Ao lado da casa onde moro há um parque infantil e as mães já me cumprimentam (ajuda o facto de eu ter aprendido a a dizer "olá" em eslovaco) e há muitos jovens a falar inglês- até 1993 eles aprendiam na escola russo e alemão.

No sábado, marcámos uma visita guiada na Authentic Slovakia  para conhecermos mais a história do que foi a Eslováquia no seu período comunista. Como o Miguel vai para o 9º ano, achamos que seria duplamente interessante para ele (e foi!). A visita foi feita num Skoda original da época e visitámos os locais ligados à época do período comunista (monumentos, bairros, símbolos...).  O facto é que a Eslováquia é um país mais aberto aos outros apenas desde 1993 e vinte e cinco anos é muito pouco tempo na história de um país. Claro que para os mais velhos, que viveram a maior parte da sua vida fechados aos outros, seja estranho esta gente que vem de fora, fala alto e sorri por tudo e por nada.
No domingo, banhos e piquenique no lago e  um jogo de futebol (não é o desporto preferido dos eslovacos, aqui vibra-se mais com o hóquei no gelo). 

Foi um fim de semana bom.  Os fins de semana para nós, sempre que estamos separados, são os dias mais difíceis da semana, mas, o lado positivo do Luís trabalhar fora é (também) este- poder estar e conhecer um país sem pressas e converter fins de semana em balões de oxigénio para quando estivermos mais tristes. Todos precisamos dos nossos balões, não é verdade?


 









13 agosto 2018

Celebrar

agosto 13, 2018 4
Celebrar


O Gonçalo faz hoje dezoito anos. O cliché do costume "mas como é que o tempo passou a voar?"...
Hoje festejaremos os quatro, mas na sexta fá-lo-á com os amigos e no sábado teremos um almoço em nossa casa com os que o viram crescer.
Para já, levantei-me cedo e passei a papel o que tenho andado a escrevinhar (comprei um livrinho para lhe escrever o que não consigo dizer oralmente) , preparo o almoço (inclui pão de alho e pizza de chocolate- sim, existe) e um bolo de iogurte para cantarmos os parabéns.

À tarde iremos os três ao lago e eu vou mergulhar com ele e ficar preocupada sempre que ele mandar um mergulho (mas nunca mais vem acima?). Jantaremos os quatro num sítio qualquer da cidade (de preferência à beira do rio) e eu vou dizer-lhe que, por mais que ele cresça e eu diminua de tamanho, arranjarei sempre forma de o abraçar e de lhe dar o colo que ele precisar.

09 agosto 2018

A princesa que eu não sou

agosto 09, 2018 2
A princesa que eu não sou

Meço um metro e meio. Cento e cinquenta centímetros. E durante anos (mais de metade da minha vida) desejei ser mais alta. Tenho quarenta e oito anos e só há pouco tempo fiz as pazes com o facto de ser baixinha- que palermice, digo agora!

Aliado ao facto de ser pequenina, tive sempre um ar "fofinho" que nunca quis ter. No outro dia uma miúda muito amiga disse-me que eu estava bonita, que estava fofinha. Eu disse-lhe, com sinceridade, que eu não gosto de ser fofinha.

A verdade é que eu não gosto de peluches, de bonequinhos e coisinhas tais, de velas no quarto ou pétalas na cama, não sou grande apreciadora de nomes cutchi-cuxi e (surpresa) não vibro quando o marido me oferece flores (entretanto informei-o e ele já não oferece). 

Mas escrevia eu sobre a minha altura- atualmente não me chateia nada o que meço. Sou assim e gosto. No entanto,  continuo a não gostar de ser vista como fofinha, porque é algo que eu não sou. 

E o que é que eu sou?
Sou mais cinza do que rosa.
Sou mais complicada do que simples.
Sou mais "beija-me com força" do que "dá-me um beijinho".

Eu não sou uma princesa. Eu sou uma mulher.

07 agosto 2018

3 tendências que me envelhecem

agosto 07, 2018 1
3 tendências que me envelhecem
As lojas já estão com as novas tendências para o outono-inverno, mas já sei as que não irei usar. 

Padrão leopardo- a única peça que tenho com padrão leopardo é um cinto fininho e não consigo deixar de achar que demasiado animal print me dá um ar vulgar(piroso, vá);

Padrões florais- flores pequeninas podes ser, mas confesso que prefiro padrões orientais e mesmo assim tudo muito discreto- acho sempre que estampados muito fortes me fazem parecer dez anos mais velha;

Castanho- as lojas estão inundadas de castanho, mas é cor que não é para mim.



Tudo Zara Outono-Inverno 2018


T-shirt que deixa bronzear...olha que bela ideia!

agosto 07, 2018 0
T-shirt que deixa bronzear...olha que bela ideia!

O Gonçalo não gosta muito de aparecer por aqui, mas quando lhe pedi para publicar uma foto com a t-shirt preferida deste verão, acedeu sem queixumes. É a que ele mais tem usado por aqui, porque permite-lhe ficar bronzeado e sem marcas nos braços.

A t-shirt está à venta no site e foi criada pela minha prima Daniela Francisco, a miúda mais cool da família. Podem ler mais sobre o assunto aqui.
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06 agosto 2018

Uma família com esperança- Bratislava #2

agosto 06, 2018 0
Uma família com esperança- Bratislava #2

Bratislava (centro da cidade) é uma cidade muito fácil de visitar: é pequena, mas cheia de história(s), os preços são bem mais baixos do que na vizinha Viena e trata bem os seus turistas. Se o Luís não estivesse cá, talvez não passássemos por aqui mais do que duas ou três noites, mas está a valer a pena descobrir esta cidade, devagarinho, sem pressas...

Certa vez disse aos meus filhos que eram importante construirmos memórias felizes (devo ter roubado a frase algures). Desde essa altura, quando lhes interessa, utilizam o que eu disse para me/nos convencerem a fazer algo. Foi assim que me vi em cima de um segway, durante hora e meia, e conheci um bocadinho de Bratislava. Segundo a guia, eu fui a Mami mais cool que apareceu por ali em cima de um segway, mas não me posso fiar muito no elogio, porque desconfio que deve dizer o mesmo a todas as mãe:). A verdade é que gostei bastante da experiência e serviu-me de lição: é tão bom perder receios e deixar-me levar...

















Nota: As fotos não foram editada de propósito- estou  de férias por um lado e,  por outro, ando farta de fotos retocadas e cheias de filtros.