13 junho 2018
11 junho 2018
Pedi ao Gonçalo se podia publicar aqui a foto dele vestido para o seu Baile de finalistas (terminou o 12ºano a semana que passou). Não fujo à imagem da mãe emocionada ao ver o seu filho com o seu primeiro fato (ou filha com um vestido comprido), mas deixem-me confessar que comprar a vestimenta teve o seu quê de comicidade- primeiros sapatos de pele, primeiras calças de tecido, primeiro blazer (Ó mãe, a camisa é mesmo para usar por dentro das calças?).
Andámos a adiar bastante tempo, por culpa do Gonçalo que não gosta muito de compras. A uma semana do dia, fomos ao shopping e começámos por ver os fatos da Massimo Dutti e da Sacoor (tecidos muito bons e gostei do corte, mas o preço é demasiado alto para algo que não vai ser usado muitas vezes). Fomos então à Zara, mas os tamanhos que existiam eram muito grandes. Ainda espreitei a Giovanni Galli, mas resolvi levar o moço à H&M. Não estava à espera de encontrar nada de especial, mas a verdade é que o corte Slim Fit da marca lhe assentou que nem uma luva e gostei do tom do azul.
Depois, foi só conjugar com uma camisa bonita (esta da Zara), uns sapatos e cinto de pele em tons de castanho e os caracóis do moço deram o toque que faltava. Quanto ao laço, eu confesso que não sou fã, mas o Gonçalo disse que o seu par iria gostar de um laço azul e já se sabe que as opiniões das moças valem mais do que as das mães:).
Antes do grande dia, levei tudo à costureira e demos o acerto final (faz a diferença). E pronto- para as mães de rapazes, ficam aqui as minhas dicas. Para todas as outras, mas especialmente para quem segue o meu blogue desde que o Gonçalo tinha 10 anos, fica aqui a foto com a legenda mais óbvia- como o miúdo cresceu!
05 junho 2018
Escrevo todos os meses para um jornal da minha terra. No mês de maio, saiu este texto. Deixo-o aqui, para as minhas leitoras mais novas que, por vezes, pensam que sabem muito. E para as mães que (como eu) lidam com adolescentes. E para todas as filhas...
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| Paris, 1985- com a mania que tinha estilo e que sabia tudo- mas tão insegura, afinal... |
A
filha da mãe que eu fui
Lamento
muitas vezes a filha que eu fui. Difícil, com a mania que sabia tudo. Nunca me
esqueci de como eu, adolescente rebelde, testava a minha mãe até aos limites,
de como eu me achava superior porque a minha mãe não lia livros, de como eu não
percebia como poderia a minha mãe ter tão pouca roupa no armário, de eu pensar
que sabia muito mais do que ela...
Envergonho-me,
confesso, da filha ingrata que eu fui por vezes. Contudo, e mais ou menos na altura
em que fui mãe (penso que isto acontece a muitas mulheres), o clique fez-se.
Hoje sei
que a minha mãe, mesmo tendo apenas a 3ª classe incompleta, sabia muito mais da
vida do que eu. Corrijo: eu não sabia quase nada.
Olhando
para trás, lembro a minha mãe-formiguinha-trabalhadora para que nada me faltasse, recordo a generosidade com os
outros, os seus conselhos e ensinamentos e
dou por mim a tentar, muitas vezes, ser como ela. Hoje, a minha mãe já não tem
a energia de outrora, mas continua a ser um exemplo de vida para mim e para a
minha irmã, ainda faz as melhores omeletes da zona, serve-as no café da
família e continua a trabalhar sem queixumes.
Já há
anos que a nossa relação é outra. Agora, tento que não passe um dia sequer sem
que eu a veja, conto-lhe da minha vida, é a pessoa que eu mais ouço e até
sorrio quando ela diz para os meus filhos “a
tua mãe não sabe!”, enquanto lhes serve um prato de
salsichas bem fritas, com ovo estrelado e batatas fritas.
Por
vezes, gostava de a abraçar mais, de lhe dar mais mimos, mas demonstrações
de afecto como beijinhos e abraços não são fáceis para a minha mãe, talvez
porque nunca os teve em demasia... Contudo, eu sei que a sopa sem batata que
ela me faz, os legumes que me prepara tantas e tantas vezes, estão impregnados
de amor e carinho e são os beijos que ela tem dificuldade em dar.
Fui a
tempo e a filha da mãe que eu fui já não existe. Hoje, rezo todos os dias para
que Deus ma conserve assim: trabalhadora, sem medos de dizer o que pensa, amiga
do seu amigo, generosa, dona do seu nariz, sempre presente, uma verdadeira mãe.
Sei também
que a minha mãe já perdoou a filha que eu fui (as mães perdoam
sempre os filhos, não é?). Quanto a mim, faço tudo para que aquela filha de nariz
empinado não volte mais.
31 maio 2018
Esta viagem a Bruxelas foi quase como que um presente de aniversário antecipado. E tantas razões para estar grata...
Conheci, para além da deputada Marisa Matias que muito admiro, mulheres fantásticas (olá Carla, Graça, Margarida, Sandra,Teresa);
Os meus queridos alunos foram uma companhia extraordinária e fazem-me sentir grata pela minha profissão (tanto que eu aprendo com os mais jovens);
Reencontrei um amigo que não via há dez anos (um alemão que fez Erasmus em Coimbra e trabalha em Bruxelas);
Fui conhecer uma Livraria (Tropismes) que só conhecia dos livros;
Aprendi muito sobre a União Europeia;
Mostrei aos meus alunos que podemos ser o que quisermos e que o lugar onde nascemos não condiciona o nosso percurso;
Não foi fácil fazer as malas e ir...Para tal, o Luís teve de voar da Irlanda para ficar com os miúdos (cruzámo-nos no espaço aéreo-eu a ir para Bruxelas e ele a vir para Portugal) e ficámos juntos pouco mais do que 24 horas (soube a pouco). Mas correu tudo bem e eu sei que é essencial para a minha saúde mental e para a estabilidade do nosso casamento sentir que eu não me esqueço de mim e da miúda sonhadora e lutadora que sou.
O passar dos anos não traz apenas rugas e pele mais flácida... Nada disso, traz-nos um não ter medo de assumirmos o que queremos, dá-nos coragem para decidir e para agradecer cada instante precioso que a vida oferece.
Quanto a mim, que amanhã faço 48 anos, acreditem- cada vez gosto mais da mulher que cresce, todos os dias, em mim!
28 maio 2018
22 maio 2018
15 maio 2018
As fotos não enganam...tenho quase 48 anos e é cada vez mais difícil esconder que ando cansada... Andamos todos, não é?
Esta sou eu...mais serena do que há uns anos (mas ainda assim impulsiva quanto baste!), um bocadinho mais triste (mas mais consciente da realidade), com as minhas rugas, olheiras, manchas na face... Contudo, acreditam que gosto mais de mim hoje do que há uns anos? É mesmo verdade. E é esta aceitação da mulher que sou que me traz uma tranquilidade que eu não tinha quando era mais nova.
Este post surge no seguimento de posts anteriores. Este é o terceiro look com a mesma base, mas com sapatos e quimono diferentes. Se me encontrarem num fim de semana em que ande a servir de motorista é provável encontrarem-me vestida assim!
Calças e top- Zara
Sapatilhas- Pepe Jeans











