09 janeiro 2017
08 janeiro 2017
Soubemos da notícia da morte de Mário Soares ao chegarmos ontem a Aveiro. O Miguel ainda brincou a dizer que deveria ser engano, mas nem assim nos rimos. Já se esperava é certo, contudo ficou uma sensação estranha no peito.
Li ainda pouca coisa do tanto que se tem escrito e fiz, no facebook, duas partilhas de pessoas cujas opiniões respeito e considero. Acho que nunca tinha partilhado algo que tivesse tão poucos gostos...
Não é por Mário Soares ter morrido que vamos todos agora dizer que era muito bom homem e etc e tal. Não é isso. Mas, na minha humilde opinião de quem não percebe nada de política, devemos respeitar as nossas memórias, a nossa história, os que se não fogem à luta... Ler algumas coisas que se têm escrito, mesmo tentando respeitar as opiniões contrárias à minha, não deixa de me deixar (ainda) mais triste.
* A foto que publico testemunha o único momento em que vi pessoalmente Mário Soares, em 1991 penso eu. Foi a minha muito querida professora Fernanda Gonçalves (quem é de Viseu talvez ainda a lembre) que convidou alunos que quisessem ir. Fomos três. Ela pagou do bolso dela a nossa parte e recordo-a feliz a apresentar-nos a Mário Soares. É uma memória muito feliz que guardo. E não esqueço. Mesmo que, por vezes, esquecer pareça algo que tantos fazem tão facilmente...
06 janeiro 2017
O meu carro é também um pouco o meu escritório e onde guardo de tudo um pouco (umas coisas porque me esqueço de tirar, outras andam por lá porque posso precisar, garrafas de água vazias para reciclar...). O Luís diz que já desistiu, mas eu bem o vejo a arregalar os olhos quando lá entra. Eu não lhe pergunto o que ele pensa e é melhor assim.
Para não pensarem mal de mim, digo-vos que estas férias até o aspirei...Mas em minha defesa devo escrever aqui que também não é fácil andar com um carro sempre cheio de putos, mochilas, sacos de desporto, uma écharpe e um casaco extra, sacos para as compras e toda uma parafernália que uma mulher em 2017 precisa. Isto a propósito de uma resolução de ano novo que não escrevi no post abaixo: tentar andar com o carro mais limpo e arrumado. Para já, vou começar bem e ir à Zara Home comprar o que é mesmo essencial para levar por diante a tarefa: comprar um ambientador! É que, ao contrário da maioria dos ambientadores, estes cheiram mesmo bem! E um ambientador cheirosinho já é um início!
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05 janeiro 2017

Há pessoas que têm banheira em casa e não lhe dão uso. Eu confesso: adoro banhos de imersão. Levo para a casa de banho livros, esfoliantes, sais de banho, ponho velas, música nem sempre e relaxo.
Há quem beba um copo de vinho, quem fume um cigarro, quem veja a telenovela da hora de almoço...Eu relaxo com um bom banho de imersão. E sim, sei que se gasta muita água e não é o que faz melhor ao planeta. Mas faz bem à alma, também conta, não?
04 janeiro 2017
Já há uns tempos que não escrevia nada para o jornal Região de Leiria. No mês passado, desafiaram-me a escrever um conto de Natal. Com prazo apertado e entre montanhas de testes para corrigir, saiu assim. E, porque é Natal sempre que quisermos, aqui o deixo com uma pergunta: Nota-se muito o quão romântica sou?
O N@tal acontece!
Vinte gostos. Nada mau em dez minutos. Inês tinha acabado de
publicar uma foto do arroz doce que a mãe fizera e que tinha um ótimo aspeto.
Não que lhe tivesse tocado, já tinha comido duas filhós e parecia até que já
sentia as calças mais justas.
- Ó filha, mas estás tão magrinha…-dizia-lhe a mãe com os
olhos húmidos de carinho.
Estava ótima. E depois, se não estivesse, como é que se
conseguiria ver nas fotos que o Ginásio da cidade publicava com regularidade? O
esforço teria de compensar.
- Anda cá, mãe. Vamos tirar uma selfie!
Já está. “Eu e a minha guerreira”- escreveu, pensando que ficava
sempre bem mostrar a admiração pela mãe, mesmo que não entendesse como podia
ela não se importar em passar a vida a tomar conta dos outros, parecendo esquecer-se
dela própria. Mesmo que lhe fosse difícil perceber como podia a mãe ter um
sorriso puro e sincero de felicidade. A mãe sorria tanto de quê, afinal? E como
é que ela conseguia ainda rir-se das piadas previsíveis do pai? Como é que ela
ainda corava quando o pai gabava os seus talentos culinários? E como é que era
possível que eles resmungassem tanto, mas parecessem ser, efetivamente, felizes
um com o outro?
Estava online o João, a perguntar-lhe como estava. Iria ignorá-lo.
Afinal, no perfil era uma coisa e ao vivo tinha-se mostrado mais anafado, mais
careca, mais do mesmo. Não iria por aí. Queria era o António, mas esse estava
indisponível. O António também a queria, sentia-o bem…o problema era que não a
queria só a ela e ela sabia que, apesar de gostar de partilhar histórias, não
lhe apetecia partilhar pessoas.
Meia-noite e ia embora. Já não aguentava mais família, mais
histórias de quando ela e o irmão eram pequeninos, mais vamos fazer de conta que
somos felizes porque é Natal.
Meia-noite e dois minutos e saiu. Tinha o T0 à sua espera. O
espaço era pequeno, mas a zona era agradável e também para que queria ela uma
casa grande se não recebia ninguém a não ser no seu ecrã? Entrou no prédio.
Cheirava a canela. Inspirou o cheiro e deu por ela a sorrir, lembrava-lhe o
cheiro da casa da mãe de onde acabara de sair.
- É por ser Natal que me está a oferecer esse sorriso?- ouviu
o vizinho solteirão a perguntar-lhe.
Ficou perplexa. Como ousava aquele tipo pacato, de óculos como
o poeta e ar meio apalermado meter-se com ela? No entanto, ao reparar na roupa
que ele trazia vestida, em que nada combinava com nada, não conseguiu deixar de
sorrir outra vez. Observou que nas mãos compridas ele segurava um livro. Reconheceu
a capa como uma das suas leituras, o título “Amor”.
Sorriu pela terceira vez. Até que o vizinho tinha graça. Era
de uma cidade diferente e deveria estar sozinho. Sem saber como, deu por si a
convidá-lo para entrar. Ele pareceu algo surpreendido, mas acedeu. Passaram a
noite de Natal a conversar e ela já não sorria apenas. Ela ria com gargalhadas cristalinas
e sentia uma estranha sensação a invadir-lhe o peito. Descalçou os sapatos
altos que lhe magoavam os pés e comoveu-se por sentir nela o olhar de anseio
dele. Sentia-se estranha, com o coração quente e em sobressalto. Era um
sentimento a que não estava habituada, era algo caloroso, era algo tão mágico
que nem sabia o nome…Sabia apenas que, pela primeira vez, não queria partilhar
nada no facebook.
03 janeiro 2017
Assim à primeira, este ano vou:
- Tentar ser uma pessoa melhor;
- Dar mais do meu tempo aos idosos;
- Cuidar de mim ( e isso inclui comer melhor, limpar e hidratar a pele, fazer exercício...);
- Ser mais paciente;
- Dizer adeus, sem mágoa, às pessoas que não me retribuem a atenção;
- Agradecer por poder ver os meus filhos crescer;
- Parar de suspirar sempre que vejo um bebé;
- Cuidar do meu casamento;
- Dar atenção à minha mãe, irmã,tios, sogros...;
- Ser boa profissional (ensinar conteúdos sem esquecer o lado humano);
- Ser mais organizada;
- Manter os meus amigos;
- Aceitar-me como sou e gostar muito de mim...
Uma música nova para começar o dia...
O CD dos Catraia acompanha-me sempre. A Inês (vocalista) foi minha aluna e eu sou fã dela como cantora e como pessoa.
Hoje é dia de voltar aos ensaios no coro. Esta, de Fernando Lopes Graça, é uma das músicas que mais gosto de cantar. Aqui, por um coro de jovens australianos ( a cantar em português).

