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08 janeiro 2017

A propósito de Mário Soares - Eu também tenho a minha opinião...

janeiro 08, 2017 0
A propósito de Mário Soares - Eu também tenho a minha opinião...

Soubemos da notícia da morte de Mário Soares ao chegarmos ontem a Aveiro. O Miguel ainda brincou a dizer que deveria ser engano, mas nem assim nos rimos. Já se esperava é certo, contudo ficou uma sensação estranha no peito.
Li ainda pouca coisa do tanto que se tem escrito e fiz, no facebook,  duas partilhas de pessoas cujas opiniões respeito e considero. Acho que nunca tinha partilhado algo que tivesse tão poucos gostos...
Não é por Mário Soares ter morrido que vamos todos agora dizer que era muito bom homem e etc e tal. Não é isso. Mas, na minha humilde opinião de quem não percebe nada de política, devemos respeitar as nossas memórias, a nossa história, os que se não fogem à luta... Ler algumas coisas que se têm escrito, mesmo tentando respeitar as opiniões contrárias à minha, não deixa de me deixar (ainda) mais triste.


* A foto que publico testemunha o único momento em que vi pessoalmente Mário Soares, em 1991 penso eu. Foi a minha muito querida professora Fernanda Gonçalves (quem é de Viseu talvez ainda a lembre) que convidou alunos que quisessem ir. Fomos três. Ela pagou do bolso dela a nossa parte e recordo-a feliz a apresentar-nos a Mário Soares. É uma memória muito feliz que guardo. E não esqueço. Mesmo que, por vezes, esquecer pareça algo que tantos fazem tão facilmente...

06 janeiro 2017

Assunto sério e delicado:o meu carro

janeiro 06, 2017 2
Assunto sério e delicado:o meu carro
O meu carro é também um pouco o meu escritório e onde guardo de tudo um pouco (umas coisas porque me esqueço de tirar, outras andam por lá porque posso precisar, garrafas de água vazias para reciclar...). O Luís diz que já desistiu, mas eu bem o vejo a arregalar os olhos quando lá entra. Eu não lhe pergunto o que ele pensa e é melhor assim.
Para não pensarem mal de mim,  digo-vos que estas férias até o aspirei...Mas em minha defesa devo escrever aqui que também não é fácil andar com um carro sempre cheio de putos, mochilas, sacos de desporto, uma écharpe e um casaco extra, sacos para as compras e toda uma parafernália que uma mulher em 2017 precisa. Isto a propósito de uma resolução de ano novo que não escrevi no post abaixo: tentar andar com o carro mais limpo e arrumado. Para já, vou começar bem e ir à Zara Home comprar o que é mesmo essencial para levar por diante a tarefa: comprar um ambientador! É que, ao contrário da maioria dos ambientadores, estes cheiram mesmo bem! E um ambientador cheirosinho já é um início!

Ambientador de Carro White Jasmine
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05 janeiro 2017

Tão eu...

janeiro 05, 2017 4
Tão eu...
Resultado de imagem para we heart it bath

Há pessoas que têm banheira em casa e não lhe dão uso. Eu confesso: adoro banhos de imersão. Levo para a casa de banho livros, esfoliantes, sais de banho, ponho velas, música nem sempre e relaxo.

Há quem beba um copo de vinho, quem fume um cigarro, quem veja a telenovela da hora de almoço...Eu relaxo com um bom banho de imersão. E sim, sei que se gasta muita água e não é o que faz melhor ao planeta. Mas faz bem à alma, também conta, não?

04 janeiro 2017

Há sempre uma primeira vez...

janeiro 04, 2017 4
Há sempre uma primeira vez...

Já há uns tempos que não escrevia nada para o jornal Região de Leiria. No mês passado, desafiaram-me a escrever um conto de Natal. Com prazo apertado e entre montanhas de testes para corrigir, saiu assim. E, porque é Natal sempre que quisermos, aqui o deixo com uma pergunta: Nota-se muito o quão romântica sou?


O N@tal acontece!

Vinte gostos. Nada mau em dez minutos. Inês tinha acabado de publicar uma foto do arroz doce que a mãe fizera e que tinha um ótimo aspeto. Não que lhe tivesse tocado, já tinha comido duas filhós e parecia até que já sentia as calças mais justas.
- Ó filha, mas estás tão magrinha…-dizia-lhe a mãe com os olhos húmidos de carinho.
Estava ótima. E depois, se não estivesse, como é que se conseguiria ver nas fotos que o Ginásio da cidade publicava com regularidade? O esforço teria de compensar.
- Anda cá, mãe. Vamos tirar uma selfie!
Já está. “Eu e a minha guerreira”- escreveu, pensando que ficava sempre bem mostrar a admiração pela mãe, mesmo que não entendesse como podia ela não se importar em passar a vida a tomar conta dos outros, parecendo esquecer-se dela própria. Mesmo que lhe fosse difícil perceber como podia a mãe ter um sorriso puro e sincero de felicidade. A mãe sorria tanto de quê, afinal? E como é que ela conseguia ainda rir-se das piadas previsíveis do pai? Como é que ela ainda corava quando o pai gabava os seus talentos culinários? E como é que era possível que eles resmungassem tanto, mas parecessem ser, efetivamente, felizes um com o outro?

Estava online o João, a perguntar-lhe como estava. Iria ignorá-lo. Afinal, no perfil era uma coisa e ao vivo tinha-se mostrado mais anafado, mais careca, mais do mesmo. Não iria por aí. Queria era o António, mas esse estava indisponível. O António também a queria, sentia-o bem…o problema era que não a queria só a ela e ela sabia que, apesar de gostar de partilhar histórias, não lhe apetecia partilhar pessoas.

Meia-noite e ia embora. Já não aguentava mais família, mais histórias de quando ela e o irmão eram pequeninos, mais vamos fazer de conta que somos felizes porque é Natal.
Meia-noite e dois minutos e saiu. Tinha o T0 à sua espera. O espaço era pequeno, mas a zona era agradável e também para que queria ela uma casa grande se não recebia ninguém a não ser no seu ecrã? Entrou no prédio. Cheirava a canela. Inspirou o cheiro e deu por ela a sorrir, lembrava-lhe o cheiro da casa da mãe de onde acabara de sair.
- É por ser Natal que me está a oferecer esse sorriso?- ouviu o vizinho solteirão a perguntar-lhe.

Ficou perplexa. Como ousava aquele tipo pacato, de óculos como o poeta e ar meio apalermado meter-se com ela? No entanto, ao reparar na roupa que ele trazia vestida, em que nada combinava com nada, não conseguiu deixar de sorrir outra vez. Observou que nas mãos compridas ele segurava um livro. Reconheceu a capa como uma das suas leituras, o título “Amor”.

Sorriu pela terceira vez. Até que o vizinho tinha graça. Era de uma cidade diferente e deveria estar sozinho. Sem saber como, deu por si a convidá-lo para entrar. Ele pareceu algo surpreendido, mas acedeu. Passaram a noite de Natal a conversar e ela já não sorria apenas. Ela ria com gargalhadas cristalinas e sentia uma estranha sensação a invadir-lhe o peito. Descalçou os sapatos altos que lhe magoavam os pés e comoveu-se por sentir nela o olhar de anseio dele. Sentia-se estranha, com o coração quente e em sobressalto. Era um sentimento a que não estava habituada, era algo caloroso, era algo tão mágico que nem sabia o nome…Sabia apenas que, pela primeira vez, não queria partilhar nada no facebook.



Para hoje...

janeiro 04, 2017 0
Para hoje...


No inverno  não consigo viver sem  lenços quentinhos...

Pañuelo:

03 janeiro 2017

Olhar em frente...

janeiro 03, 2017 6
Olhar em frente...

Assim à primeira, este ano vou:

- Tentar ser uma pessoa melhor;
- Dar mais do meu tempo aos idosos;
- Cuidar de mim ( e isso inclui comer melhor, limpar e hidratar a pele, fazer exercício...);
- Ser mais paciente;
- Dizer adeus, sem mágoa, às pessoas que não me retribuem a atenção;
- Agradecer por poder ver os meus filhos crescer;
- Parar de suspirar sempre que vejo um bebé;
- Cuidar do meu casamento;
- Dar atenção à minha mãe, irmã,tios, sogros...;
- Ser boa profissional (ensinar conteúdos sem esquecer o lado humano);
- Ser mais organizada;
- Manter os meus amigos;
- Aceitar-me como sou e gostar muito de mim...










Banda sonora para hoje...

janeiro 03, 2017 0
Banda sonora para hoje...


Uma música nova para começar o dia...



O CD dos Catraia acompanha-me sempre. A Inês (vocalista) foi minha aluna e eu sou fã dela como cantora e como pessoa.



Hoje é dia de voltar aos ensaios no coro. Esta, de Fernando Lopes Graça, é uma das músicas que mais gosto de cantar. Aqui, por um coro de jovens australianos ( a cantar em português).

02 janeiro 2017

Retrospetiva...em 6 anos o que eu escrevi neste dia...

janeiro 02, 2017 0
Retrospetiva...em 6 anos o que eu escrevi neste dia...
2 janeiro 2011
Às vezes tenho medo de que as expectativas acerca de um novo ano não passem disso... Janeiro começa e parece que nada resta a não ser as rotinas do dia-a-dia. Quando isso acontece, fico inquieta e com medo de me deixar adormecer e acordar chata e conformada.
Preciso de sentir que a vida é mais do que uma sucessão de dias no calendário...


2 janeiro 2012
" Não tenhas medo de sonhar!"
Esta frase é para mim. Comecei 2012 cheia de medo do que o novo ano  possa trazer. Tenho receio de problemas de saúde que possam surgir, dos preços que vão aumentar, de deixar de ter capacidade económica para enfrentar o dia a dia. Estou uma verdadeira mariquinhas. Daquelas mesmo chatas, chatas, chatas.
E depois, é saber que é melhor não sonhar, quase como não valesse a pena (e eu também nem jogo no totoloto)... Como se eu já me tivesse rendido à constatação- a vida vai piorar!

Eu nem queria passar por cá para vos chatear com estas minhas neuroses, mas  pensei na minha amiga Cila que diz que ao ler certas coisas que eu escrevo aqui no blogue sente que não está sozinha. Por isso, deixo aqui o conselho, para mim e para quem o quiser levar- Vá lá, não tenham medo de sonhar.*
* E o meu lado negro acrescenta " Pelo menos isso ainda não se paga." 


2 janeiro 2013
Há dias assim e semanas assim, em que parece que nada acontece em que nos sentimos infinitamente "normais". Ser normal é bom, mas às vezes assusta. Parece que a nossa vida vai ser sempre igual e que nós só estamos a assistir passivamente ao desenrolar de uma novela, daquelas chatas, em que nada se passa.

Ter passado dos quarenta anos não ajuda. Como se só nos faltasse agora envelhecer.
E acho que isto nada tem a ver com a crise. Tem a ver comigo. Com os meus receios e dúvidas. Com o facto de que tenho de aprender a viver a valorizar mais os momentos e a acreditar que ainda há muitos bons momentos para serem vividos.
Mas... conseguem perceber? Parece que o ponto alto da minha vida passou... Acabar o curso? Feito. Ter emprego? Feito. Casar com a pessoa que se ama? Feito. Ter uma casa? Feito. Ter filhos? Feito. 
Eu sei que isto é reclamar com a barriga cheia, e eu não gosto de ser uma pessoa ingrata. Eu sei e sinto que sou uma sortuda e a verdade é que a maioria dos dias não me sinto como uma mulher de quarenta anos, mas há dias em que os meus quarenta e dois anos estão completamente infiltrados na pele e eu apenas sinto a vida a escorrer...
Para quem me lê e é mais novo, não se apoquentem...isto passa...é uma minoria de dias a sentir-me assim. Para quem tem a minha idade ou mais um anito ou outro, uma pergunta...Costuma acontecer-vos ou é apenas a minha mania de pensar demais nas coisas?


2 janeiro,2015
Sou igualzinha à maioria. Também eu não resisto a resoluções de ano novo. Este ano, a minha maior resolução não é praticar desporto nem perder peso (mas também as incluí na lista), mas sim: DESLIGAR O PREOCUPÓMETRO!
Não sei ainda se vai ser com recurso à acupuntura, meditação ou mesmo com retaliações (Sofia, se te continuas a preocupar demais e a sofrer por antecipação, não tens direito a sapatos novos durante um ano), mas vai ter de ser. A verdade é que ando cansada de mim mesma assim...sempre preocupada se acontece isto ou aquilo, com "ses" e " ai que pode acontecer!"
Vamos ver, mas é um assunto que me deixa preocupada (Ops!)...



 janeiro, 2016
Já sabemos que a vida é mesmo assim, com altos e baixos, com curvas mais apertadas, com perigos à espreita. Percorrer esta estrada que é a vida assusta por vezes. A mim tem-me assustado mais e já descobri o porquê: é que eu tenho a mania de querer controlar tudo o que está à minha volta e, quando sinto que não o consigo, a ansiedade sobe...
Depois penso que me devo ter em grande conta e quem é que eu me julgo e acalmo-me. Eu sei que não posso controlar a vida, os incidentes, os baixos que a vida oferece... Neste momento, é este o meu trabalho de casa diário... 
Aceitar a vida, respirar fundo e tentar não ser tão controladora... 
E é isto...quem diria que o meu metro e meio de gente poderia albergar uma mente tão complicativa? Mas isto muda, vai dar trabalho, mas terá de mudar. Não faz sentido viver com medos...Aliás, a lição número um está apreendida: viver com medos não é viver. 


2 janeiro 2017
Nem sei que diga de mim... Complicadinha, eu!